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11 de abril de 2010

SENSIBILIDADE X REATIVIDADE


Uma pessoa sensível e adulta, por obter mais informações que estão à sua volta, raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e escolhe a melhor resposta. Esta é a palavra: escolhe, opta, afinal de contas, viver é optar. Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois. Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta a tudo o que vai acontecer. Resposta não é reação. Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha. É claro que para isso é necessário um ser humano centrado, concentrado, inteiro, com auto-estima e consciente.

Um dos grandes segredos de uma pessoa bem quista são os seus relacionamentos. Há quem diga que este não é um dos, ele é o mais importante, afinal de contas, uma pessoa assim é sempre um boa companhia, um papo agradável e desejada em muitas rodas. Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outras más. Mas todos podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem. E o mais importante aprendizado é que nós não somos os prisioneiros das reações.

Algumas pessoas dizem que são muito “sensíveis”, que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que outros dizem ou fazem. Será que tais pessoas, que se dizem “muito sensíveis” são realmente como dizem? Pessoas sensíveis - por definição - são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos alheios. Por quê? Exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem. Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são sensíveis.

Aqui, uma pergunta assaz interessante: Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família, ou por que discutiu com o(a) namorado(a)? Elas não são sensíveis?
A princípio e sem fechar, pode-se dizer que a resposta é um sonoro “não”. Não, não são sensíveis.

Pode-se dizer que tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis.
Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças. Na verdade são instintivas, ou seja, são guiadas pelo instinto. Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas. Quando somos crianças, simplesmente reagimos - o que é natural -, por isso, adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Está em nossas mãos, digo, em nossa consciência, sermos mais sensíveis em nossas vidas, evitando dizer a primeira coisa que vem à mente, mesmo que seja algo que queremos dizer pra nós mesmos. Vamos escolher melhor as palavras, os pensamentos, as respostas, fugindo da armadilha que torna as nossas vidas reativas sempre dependente de cada problema que acontece. E observemos aqueles que se dizem que são “sensíveis”, eles são nossos mestres. Olhemos o comportamento dessas pessoas.

Talvez vamos ver que elas são completamente dependentes dos humores de outros e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.