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30 de julho de 2011

Difícil ser TRANSPARENTE?



Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros, mas ser transparente é muito mais do que isso...
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar dos nossos sentimentos!
Muitos de nós preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nossos seres, mas se agíssemos com o coração, poderíamos evitar mta dor.
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível. Que consigamos apenas docemente viver, sentir e amar.
E que você seja não só razão, mas também coração. Não só um escudo, mas também sentimento. 
Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar!




29 de julho de 2011

Eu, Comigo...



Se alguém me perguntar quando comecei a sentir a minha vida mais interessante, eu tenho a resposta na ponta da língua: quando comecei a me interessar mais por mim. A ser mais gentil comigo. A dar menos espaço ao que não tem importância e a respeitar o tamanho do que, de fato, me importa. A querer me conhecer melhor... A ter bem menos pressa pra chegar sei lá onde. A apurar o ouvido pra sentir a música das coisas mais simples, que cantam bonito e muitas vezes baixinho. Quando comecei a me enjoar da mania de tentar entender tanto e abri o coração para apreciar mais. Quando comecei a buscar conforto em estar na minha companhia. Às vezes, ao acordar, eu me olho no espelho e me digo: "Vamos lá, vamos fazer o melhor que a gente puder desse dia. Eu estou com você!" 
De uns tempos pra cá, não é que tem sido verdade? 

( Ana Jácomo)

25 de julho de 2011

Pense Nisso...



Para atingir nossos objetivos, não devemos renunciar aquilo que somos, nem magoar ou passar por cima dos sentimentos de ninguém nessa busca, pois a vida nos devolve de forma multiplicada o que ofertamos aos outros!
As voltas que essa vida dá... Hoje estamos em determinada situação, amanhã, quem sabe??? E nessas voltas que acabamos cruzando com todos que de um modo ou de outro, passaram por nós. Alguns vão estar felizes e realizados. Outros... Recebendo apenas o pagamento das suas ações!





24 de julho de 2011

Dádivas



Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho. As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. Às vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que vêem são da bondade. Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente. Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração. Abençoada seja a leveza. Abençoadas sejam as dádivas generosas que vêm nos lembrar que viver pode ser mais fácil. Que amar e ser amado pode ser mais fluido. Que dá pra girar o dial. Que dá pra sair da frequência da escassez e sintonizar a estação da disponibilidade, onde alegrias já cantam, mas a gente não ouve. Abençoadas sejam as dádivas que vêm nos lembrar, com alívio, que há lugares de descanso para os nossos cansaços. Que há lugares de afrouxamento para os nossos apertos. Que dá pra mudar o foco. Que não é tão complicado assim saborear a graça possível que mora em cada instante. Abençoadas sejam as dádivas generosas que nos surpreendem. Elas não sabem o quanto às vezes, tantas vezes, nos salvam de nós mesmos.

(Ana Jácomo)

23 de julho de 2011

SE SOLTE



Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para viver a vida, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério! A seriedade é duvidosa... Seja alegre! A alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que te prenda. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.

 (Fabrício Carpinejar)

22 de julho de 2011

FELIZ AGORA



Sou uma eterna questionadora daquilo que não é exato, 
até mesmo o definido, não me convence. 
Sou mesmo avessa à fórmulas certas e perfeição.
Faço as minha escolhas sendo fiel ao que eu sinto e acredito. 
Mesmo que eu não entenda agora, lá na frente, 
de algum modo, tudo se esclarece.
Para mim, alegria tem que vir primeiramente de dentro, 
um estado que não deve depender do mundo lá fora. 
Na certeza de que os dias não se repetem,
sou FELIZ AGORA! 


17 de julho de 2011

Como se mede uma Pessoa?



Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)

15 de julho de 2011

INCERTEZAS


As pessoas vivem numa busca constante de realizações. Por muitas vezes, nem sabemos na verdade o que está faltando, ou o que ainda não é o suficiente, mas queremos sempre mais... Mais paz, mais saúde, mais sorrisos, mais amigos, mais amor, mais férias, mais viagens. Mais, mais, mais...
Será que de todas as coisas que eu acredito, devo incluir também o destino? Até onde eu sei, destino é a necessidade que o ser humano tem em acreditar em algo mais forte do que ele. Acreditar que as coisas acontecem porque já estavam escritas, porque já estavam destinadas. Para mim, ou para você, isso possa não fazer o menor sentido. Ou faz?
A vida corresponde as nossas atitudes... O que semeamos, colhemos. E disso, sabemos. Na realidade, o que me deixa intrigada são as dúvidas, os caminhos, as escolhas. Será que um dia, alguém vai inventar um manual de instruções para se viver? Eu sei que não... 
Mas o que eu faço com as minhas incertezas?
Talvez aquilo que não sonhamos e que não estavam dentro dos nossos planos, seja o nosso destino. Mesmo que não se entenda agora o motivo, um dia saberemos que tinha que ser assim. O caminho para o qual andamos, é onde devemos chegar. Destino pode ser escolha, sorte... Não sei...
O medo paralisa, o desconhecido provoca insegurança, incertezas levam à angústias. Equilíbrio é conquista que cada um faz com o tempo. Mesmo sabendo que algo pode não sair como se espera, precisamos confiar.
Pode dar errado? Claro que sim. Evidente que sim. 
Mas, tudo também pode dar certo.
Então o que resta é apostar, arriscar. 
Do contrário, como saberemos? Arrisque...
Não deixe nada completamente nas mãos do destino, faça sua parte, acredite...
Não deixe que o medo seja maior do que a coragem, isso é para covardes...


7 de julho de 2011

Me decifre... Me devore...



Eu gosto de errar. Sinto o cheiro e gosto dos meus erros e simpatizo com eles. O certinho me causa desconfiança. Antipatizo com o correto. Prefiro a minha infelicidade com flashes de felicidade momentânea... Esperar não é para mim. Produzo teorias que não servirão para nada. Invento palavras que não existem, faço meu próprio dicionário. Crio definições que só eu uso e, ainda por cima, me mato de rir. Prefiro a minha insanidade com flashes de sanidade instantânea... O que presta é o que me interessa. O que eu quero, agarro. O que eu desejo, abraço. O que eu sonho, desenho. O que eu imagino, escrevo. O que eu sinto, escondo. A perfeição está no meu humor. Está na minha emoção. Está nas minhas linhas tortas e devaneios tolos. Nem sempre minhas ações condizem com as minhas palavras. "Me conheça. Me decifre. Me ame. Me devore"



4 de julho de 2011

METADE



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também. 
(Oswaldo Montenegro)