
Precisei me calar… Tantas coisas a escrever, tanto a dizer… Não importa. As vezes calar é preciso, saber ouvir um mal necessário. Durante esse tempo de silêncio do meu blog escrevi como uma desalmada, talvez por estar mais atenta ao que pensava. Não me considero nenhuma grande gênia, mas sofro como alguns. Tenho a mente a trabalhar 24 horas por dia. Dormir tem se tornado um suplício. Que falta sinto das boas horas de sono, das minhas almofadas estrategicamente distribuídas para que eu tenha sempre algo para agarrar durante a noite. Penso seriamente em me tornar uma praticante do sono polifásico, tal como Da Vinci e tirar sonecas de 15 a 30 minutos durante o dia.
O processo do conhecimento envolve saber ouvir, entender, perdoar e respeitar. Nos tornamos intolerantes e muitas vezes pequenos por simplesmente não levar em consideração que o erro faz parte do crescimento, que o choro faz parte da cicatrização e que as decepções fazem parte do caminho,mas não são o caminho.
Existem momentos de fúria que não falar nada, pode evitar muitas magoas e piores conseqüências. Calar-se diante de um problema pessoal é heroísmo, e fazer o mesmo diante do problema do outro pode ser egoísmo. Uma mesma palavra possui diversos significados, entretanto somente você saberá quando ela se faz necessária.
Precisamos saber calar. Existem momentos em que a melhor maneira de resolver nossas coisas é aguentando firme. Nestas horas, fica difícil até mesmo procurar um sentido espiritual para nossa vida. Este sentido existe, independente de compreendermos ou não, mas se não conseguimos vê-lo, não adianta forçar a barra.
Vou me dedicar um pouquinho mais ao exercício do saber calar. Porque é quando a boca cala que o coração fala e alma se manifesta. E é nesse pequeno momento que você começa a conhecer melhor a pessoa mais importante desse mundo: VOCÊ. Só assim que nos aproximamos mais do que somos e nos afastamos dos rótulos que nos julgam de fora para dentro.
